Entre Narciso e Dionísio: a impotência

Sou vaidoso! O demônio que tanto persigo e apostrofo nos outros, usando de subterfúgios por mim desconhecidos, escondeu-se em mim. Não a vaidade física, a que muito mdevotam um tempo excessivo a reflexos, imagens, a modelos externos tomados como paradigmas, não! Sou dado a lisonja, que me massageiem o ego e, ao mesmo tempo, repugno-me com isso; é contraditório caçar demônios nas ruas enquanto em ti fazem festa, o desencontro do discurso com o íntimo não enche de orgulho a quem batalha por mudança. O que incomodamente dói não é a constatação do fato, sempre soube, e sim sua aceitação. Sempre empreendi uma tácita batalha para expurgar-me desse mal, em vez de com ele dançar, como muitos fazem defronte o espelho, porém sem apresentar vitórias expressivas em meu combate.

Escrito originalmente em Setembro de 2003.

Publicado em: on 7 Agosto 2007 at 8:18 pm Deixe um comentário

Dos partidos políticos

Ah! O que são partidos políticos senão currais onde se cercam pessoas em torno de uma possibilidade ideológica? Currais, onde menestréis assumem a liderança entoando, conduzindo a manada, com palavras de ordem e gritos de comando.
Toda virtude, toda a essência tributada aos partidos, perde-se na estrada que conduz ao poder.

Texto originalmente escrito em 13/09/03.

Publicado em: on at 8:16 pm Deixe um comentário