Plenilúnio (canção suave)

Rosana
Talvez o nome de uma canção
Talvez o nome de uma saudade
De uma dor que dói,
Sempre à distância,
Talvez o nome de um vício
(o melhor dos vícios)
De um pesar constante ante a chegada da madrugada
É dia de semana

Rosana
Talvez exatamente uma canção
De melodia suave
Sustida por acordes complexos
Nem todos tocam
Talvez fascinação
Cegueira frente ao inexprimível
Ao impossível

Rosana
Talvez deleite escondido das dores do mundo
Não mais as sinto
Para onde foram?
Quem sabe? Quem sente falta?

Rosana
Mudez advinda do inexprimível
Insustentável leveza do ser
Totem a indicar o paraíso
Ausência de poder
Domina por não querer

Rosana
Canção suave, luz de velas
Plenilúnio lunar
Nunca será aquela
Aurora crepuscular
Presença constante
Nunca será aquela

Rosana
Simplesmente Rosana
Qualquer verso além torna-se vão
De um poeta vazio
Pois Rosana é
Rosana!

Poema escrito em 2006.

Publicado em: on 7 Agosto 2007 at 8:26 pm Deixe um comentário

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