A física nos ensina, através da segunda Lei da Termodinâmica, que sistemas fechados tendem ao aumento da entropia e esta, com o tempo, acaba por desestabilizá-los.
Em nossa sociedade não faltam agentes a serviço do caos. Pessoas mesquinhas, prontas a desestabilizar ambientes que lhe são estranhos, que não compreendem (é da natureza humana ter medo do desconhecido – e, de alguns, a inveja); não possuem meios ou encantos para se inserir, cativar, então resta-lhes a peçonha.
Destilar veneno no habitat não surte o efeito desejado, é mister novos meios de ataque (os sistemas, em especial os sociais, possuem suas defesas) então partem em busca de agentes externos que, como vírus, destroem o meio em que se estalam. Furtivamente, juntam parte da energia desprendida pelo sistema… arma letal!
Porém, covardia é sua marca maior; cobrem-se com o véu do anonimato, repousando numa confortável ignorância das partes injuriadas. Mas a verdade sempre emerge. A máscara escorrega, todavia a falsidade a mantém tropegamente no lugar.
Quando o deslize torna-se evidente, estes seres perniciosos, invejosos até a última célula, tornam-se agressivos. Com o dedo em riste perdem o medo de apontar, porém já não há defesa. Onde buscar abrigo num sistema fechado?
O clima denso criptografa as conversas. O corpo estranho deve ser escluído. Que outro meio?
Não temos esse poder, infelizmente. As regras sociais garantem as liberdades individuais.
Não obstante, há luz. A mesma lei mencionada acima (a segunda Lei da Termodinâmica, lembra?), prega que em sistemas complexos a entropia tende a diminuir. E a Complexidade fala que estes são autoreorganizáveis, absorvendo a entropia e se reestabilizando. E que através do caos surge uma nova ordem, mais estável, resistente ao que o desestabilizara anteriormente. Os sistemas sociais são complexos. Há esperança ainda. Afinal, não há tempestade que dure para sempre.
Entropia Social
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